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terça-feira, 10 de maio de 2011

Capitulo 5


Eu esperei que o guardião me prendesse, esperei que ele me algemasse e me levasse de volta para a cela. Que me denunciasse para a rainha por tramar algo e que eu fosse condenada, mas nada disso aconteceu; Eddie apenas me abraçou. Seus braços fortes me aconchegaram como se ele entendesse o quanto eu precisava ser amparada. Eu não resisti. Recostando minha cabeça em seus braços eu deixei que as lágrimas tomassem toda a sua força.
- Me diga o que aconteceu – ele pediu gentilmente, sussurrando em meus ouvidos – talvez eu consiga lhe ajudar.
- Eu não posso.
- Pode. É claro que pode. Apenas fale. Deixe-me ajuda-la.
                Algo naquela voz era estranhamente confortador. Eu queria confiar em Eddie, queria ajuda. Eu só não sabia o que aconteceria quando ele soubesse. Permaneci em silêncio por alguns instantes, então, lentamente, as palavras foram saindo.
- Eu preciso. Eu preciso – Eddie segurou meu rosto entre suas mãos, secando as lágrimas com as costas das mãos – preciso cometer um crime. Eu preciso cometer um crime.
                Mais uma vez, a reação que eu esperava não aconteceu. Eddie soltou um sorriso tímido, como se compreendesse ainda melhor a situação.
- Mais uma missão impossível?
- É por alguém que eu amo – eu disse tentando não engasgar com as lágrimas – vai morrer se eu não fizer.
- O que precisa fazer Sidney? – Eddie me perguntou.
- Libertar Natasha Ozera.
                Eu pude sentir o suspiro profundo pela movimentação do peito de Eddie – ele estava chocado, embora não entendesse muito. Permaneceu em silêncio por alguns instantes e em seguida soltou o ar todo dos pulmões em uma única vez.
- Quem? – Eddie me perguntou
                Agora quem suspirava era eu.
- Meu pai.
                Eddie deslizou o dedo por uma mexa do meu cabelo, acompanhando a espiral.
- Fica por ali – ele apontou para um prédio antigo.
- Como? – eu perguntei sem entender.
- A cela. A cela em que Tasha está fica por ali. Nós a transferimos – ele fez uma pausa e suspirou – tivemos medo que alguém tentasse libertá-la.
                Eu sorri, afastando meu corpo do dele – Eddie havia feito o que era possível para me ajudar. Havia me dado à direção certa e ainda estava no mesmo lugar quando eu comecei a caminhar.
- Obrigado – eu disse mexendo os lábios, sem emitir som, e segui meu caminho.
                O prédio era bem mais antigo e a pintura precisava ser refeita. No interior, havia um corredor largo e cheio de portas – cada uma delas era um cômodo, ou usado como cela, ou usado para algo do tipo. Natasha Ozera estava na ultima sala ao lado do que parecia ser a sala de interrogatório. Tasha estava em pé, o corpo apoiado ás grades, os cabelos presos para trás deixando sua cicatriz exposta. Assim que me viu, ela sorriu.
- Pelo que vejo; Joe não brinca mesmo em serviço! – Tasha pontuou.
- Pelo que vejo; isso aí – eu disse apontando para a cicatriz no rosto dela – não lhe ensinou nada.
- Acha mesmo que sabe por que ganhei esta cicatriz? – ela me perguntou tocando a marca com a ponta do dedo.
- Para ser sincera, eu nem mesmo sei por que eu tenho esta – eu apontei para a marca do lírio em minha face – não faz mais sentido.
- Nada faz querida – Tasha disse sorrindo – nada faz. Agora se quer mesmo ser útil – ela olhou no relógio – o guardião vem vindo e a chave está em bolso.
                Eu me escondi em uma reentrância da parede, era um espaço tão minúsculo, que acho que ele nem cogitou a possibilidade de alguém caber ali. Tirei minha blusa e segurei, controlando a respiração. Assim que ele passou, eu me joguei em cima dele, prendendo a blusa em sua boca e olhos. Eu me mantive presa ás suas costas, tentando o máximo possível fazê-lo se aproximar de Tasha. Assim que teve chance, ela o golpeou. Natasha Ozera era bem forte para uma Moroi e seu soco, bem em cheio no nariz, derrubou o Dhampir por tempo suficiente para que abríssemos a cela.
                A imagem do homem caído no chão, não saia da minha mente, nem a expressão de espanto quando viu quem estava ajudando Tasha. Eu me sentia uma traidora completa. O pior tipo de ser humano do mundo, o tipo que traia quem confiava nele.
                Tasha me puxava por caminhos que eu nem sonhava conhecer – até agora, eu não entendia porque alguém como ela precisava de alguém como eu para ajudar.
                Paramos em frente á uma casa bem grande. Pela decoração e estilo era possível perceber que se tratava de uma família com muito dinheiro. Ela sinalizou para que eu esperasse nos fundos da casa e entrou pela porta, que estava aberta.
                Eu fiquei ali, sem saber se deveria correr ou se deveria entrar, apenas esperando. Era possível ouvir vozes exaltadas lá dentro. Uma briga, provavelmente uma briga; mas eu não conseguia entender a razão, e sinceramente, nem sabia se queria – tudo que eu sabia era que nenhum dos meus amigos morava naquela casa e naquele momento, era o que importava.
                Alguns minutos depois, Tasha saiu puxando uma figura encapuçada. Eu podia ouvir soluços baixos, como ser a pessoa – porque eu não fazia ideia se era um Moroi ou um Dhampir - tentasse abafar o choro.
- Não seja idiota! – Natasha repreendia enquanto corríamos – você sempre soube que este seria o final! Você sempre soube que terminaria assim! Fique feliz por ele não estar em casa!
                Eu não tive coragem de perguntar o que havia acontecido, mas pelo estado em que a figura se deixava arrastar por Tasha, eu imaginava que não fora uma visita de rotina.
                Saímos por uma pequena abertura no muro, quase uma rachadura, á qual a figura, um pouco alta demais para ser uma Dhampir, quase não passou – eu fiquei me perguntando se era um homem ou uma mulher, já que não dava para distinguir por dentro do capuz. Do lado de fora, como se lesse meus pensamentos, Tasha começou a sorrir.
- E é agora Sidney, que você vai entender porque eu precisava de você.
                Ela se aproximou da van, abriu as portas traseiras com um único puxão, fazendo com que Joseph se encolhesse espantado e soltasse um grunhido gutural. Natasha sorriu, mostrando suas presas brancas de forma maligna.
- Você não achou mesmo que eu iria ficar com você, não é Joe? – o Strigoi parecia não entender – olhe para você – ela disse apontando para ele – um velho babão! Eu tenho coisas muito mais interessantes para fazer com meu tempo livre. Eu só precisava que você me trouxesse a alquimista, sabe, seria difícil me livrar de tudo isso sem ajuda e, além disso, eu precisava de alguém para culpar.
                Nesse momento, um Moroi passou pela mesma fresta no muro. Pelas roupas que usava eu podia perceber que não era da realeza. Suas mãos estavam sujas de terra e ele parecia não entender o que estava acontecendo. Eu busquei seus olhos em desespero.
- Ajude-me – eu mexi os lábios sem emitir som algum.
                Eu tinha esperanças de que o homem pudesse pegar Tasha de surpresa e golpeá-la, ou sei lá o que; mas para meu completo desespero, ela foi mais rápida.
- Oh que ótimo, um amigo! Sabe que precisávamos mesmo de um motorista? Afinal eu sou tia do futuro marido da rainha, não posso me expor.
                Tasha sacou uma pistola e apontou para mim. O homem recuou, erguendo os braços.
- Sabe, há certa aspirante minha na corte, até um pouco parecida com nossa pequena alquimista, que adoraria viver o suficiente para por em prática tudo que aprendeu comigo. Seria mesmo uma pena se ela não conseguisse. Não acha? – Tasha perguntou para afigura encapuçada.
                Nenhum de nós disse nada, mas eu percebi o desespero nos olhos do homem – quem quer que fosse a garota, tinha sua devoção.
                O Moroi acompanhou Tasha sem nenhuma resistência, eu olhava para ele e enxergava á mim mesma, fazendo algo por alguém que eu amava.
                O Strigoi estava ali, parado, entendo tanto quanto todos nós; até que Tasha se voltou para a van novamente.
                Natasha soltou uma gargalhada que eriçou os pelos do meu braço e soltou uma pequena fagulha de fogo na camisa de Joseph. O desespero o fez se mover e sua pele foi atingida pelos fracos raios de luz do inverno, mesmo assim, o Strigoi se contorcia e gritava e eu fiquei ali, sem entender nada e sem saber o que fazer. Minhas opções eram: tentar salvá-lo e provavelmente ser morta por ele, ou deixa-lo morrer e levar toda a culpa. Sem conseguir decidir o que era pior, acabei escolhendo a última.

2 comentários:

Gente isso ta muito emocionante aff quero mais.

Oi cade o capitulo 6 eu to pirando querendo ler a fic,
por favor não demore não, alguém pode me avisar quando for postado. andfatima@hotmail.com. BJS

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